Bolo de Cenoura com Calda de Chocolate

Dizem que títulos tem que ser chamativos o suficiente para te fazerem ter vontade de ler o restante da postagem, matéria ou reportagem. Mesmo que ela pouco tenha a ver com o assunto a ser discutido e desmembrado, não importa; impactar e chamar a atenção de um maior número de pessoas é o que vai fazer valer o todo.

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Decidi fazer então o contrário, escancarar de cara que a criatividade aqui anda rara, escassa, coisa pouca. Que às vezes nem dá vontade de escrever, e a sensação é de estar inventando assunto para poder escrever algo que, na verdade, não valha. As novidades são velhas, visto a velocidade a que anda nosso mundo, telas e teclados, vidas virtuais, assuntos bombásticos a serem discutidos a enjoar em postagens polêmicas, quando muito por uma semana inteira, para virar assunto velho, página virada e coisa sem valor. 

Minha novidade já tem mais de mês, tem se repetido e rendido quantidade muita de postagens, e já não atrai nenhum olhar curioso, nem surpreende os desavisados, da vida "nova" que venho levando aqui na Serra, no meio do mato. Das tardes bucólicas, doídas de bonitas, do céu estrelado à noite, da cachoeira cheia de água, que corre ruidosa por trás da casa, são assunto passado, repassado e já não fazem os olhos de quem vê e visita esse blog.

Então, não tenho muito o que contar, além do já contado várias vezes antes. De que a vida na roça anda lenta, a passos espaçados, e quase não dá vontade de fazer nada que faça a gente sair da rotina orgânica do mato. A gente no máximo assa um bolo no final da tarde, adapta algumas receitas por conta da disponibilidade de ingredientes locais, e quanto eu digo locais quero dizer minha casa, que é a localidade, e pela falta de vizinhança, acabamos sendo os únicos locais, num raio de quilômetros de distância. Melado de cana, banha ou a nata do leite de vaca tirado no bairro vizinho. Ingredientes de pouco refino, mas muita sustância.

Do pouco contar, acabou rendendo várias linhas e meia dúzia de parágrafos, e assim a gente termina esse papeado besta, sem sentido, sem rumo, e sem assunto.


E o bolo da tarde desse domingo foi o de cenoura, aquele feito no liquidificador, com bastante calda de chocolate. Porque era assim que a gente comia quando criança, mais cobertura que bolo, mas que se comer só a cobertura também não tinha graça, vai entender. O bolo ficou bom demais e, de tão fácil, não tem quem não consiga fazer, para depois receber elogios, no fim da tarde, com chá quente ou café recém coado. A receita não poderia ser de outra, senão da rainha dos bolos, a maga Camila Dutra

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Bolo de cenoura (Receita Original Feitocom.Amor)

para a massa

  • 03 ovos

  • 3/4 xícara de chá de óleo

  • 03 cenouras raladas

  • 1 e 1/2 xícara de chá de açúcar

  • 02 xícaras de chá de farinha de trigo

  • 01 colher de sopa de fermento em pó

  • 1/4 colher chá sal

para a cobertura

  • 100g de chocolate meio amargo

  • 60g de creme de leite fresco

Modo Preparo

para a massa

Peneire os ingredientes secos: farinha de trigo, fermento e sal. Reserve. No liquidificador bata os ovos, o óleo, a cenoura ralada e o açúcar.

Vire a mistura na vasilha dos ingredientes secos e, com a ajuda de um batedor de arame (fouet), incorpore bem. Verta a massa numa fôrma untada. Eu utilizei uma retângular. Leve ao forno pré-aquecido a 180C graus e asse por uma hora, ou até dourar. Desenforme e deixe esfriar.

**Dica da Camila: Na forma de furo no meio o bolo assa em aproximadamente 30 minutos contra os 60 minutos da forma redonda ou retângular. Leve isso em consideração caso queira um bolo mais rápido.

para a cobertura

Ferva o creme de leite e vire sobre o chocolate em gotas ou picado. Espere uns 5 minutinhos e mexa delicadamente. Vire sobre o bolo e distribua a cobertura uniformemente.